quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"A" PORTUGUESA

heróis do mar (consta que se dobrou um cabo há uns séculos atrás)
nobre povo (putas e vinho verde, só lisboa e o resto paisagem)
nação valente (pernas abertas à estranja, de joelhos perante a ue)
imortal (por mim passava já esta merda a patacos aos espanhóis) levantai hoje de novo (o rabinho da cama, para ir pagar impostos)
o esplendor de portugal (chamem aí um tóne qualquer para ir dar lustro à esfera armilar)

entre as brumas da memória (volta, salazar, estás perdoado)
ó pátria sente-se a voz (só falta deus, família e autoridade)
dos teus egrégios avós (os castelhanos)
que há-de guiar-te à vitória (com gps dos chineses e bateria no casco)

às armas, às armas (tenho um amigo no bairro do regado que também arranja munições)
sobre a terra, sobre o mar (sobre o ar é mais com a nasa ou com os selenitas)
às armas, às armas (a cantiga é uma arma: tomem lá umas amálias rodrigues ou uns madredeus, é a mesma merda)
pela pátria lutar (na frança, suíça, luxemburgo, ...)
contra os canhões marchar, marchar (carne p’ra canhão, ... ♫ ♪ ♫ lá vamos cantando e rindo ♫ ♪ ♫ levados levados sim ♫ ♪ ♫ …)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Discurso de Nando Cartola, candidato à Junta de Couce


Nando Cartola em plena campanha chegado à adega do Bicente, subiu acima de um caixote de peixe e começou o seu discurso: - Conterrâneos, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir un tópico, tema ou assunto o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou asunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Presidencia da Junta de Couce. - ÓH como é linda a nossa terra, aldeia ou lugar! Prometo, dou a minha palavra, ou honra que se for eleito construirei uma ponte no alto da serra da pia! faço melhoramentos, reformulações ou restaurações na adega do Bicente, além de abastecer, fornecer ou encher as pipas sempre do melhor tinto amaricano. De repente, uma pessoa do público pergunta:- Escuta aqui, ó cARTOLA, mas na serra da Pia não há rio! - Pois, mas isso também vos prometo, dou a minha palavra ou honra agora que vos construo um rio! Ah bom! E porque utilizaS sempre três palavras para dizer a mesma coisa? - Ah, responde cARTOLA - Pois vÊ BEM, meu camarada, conterrâneo ou amigo: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto como poetas, escritores, filósofos, é o caso do Jãenjorje, do Jingana, do Mateus da Ponte, do Neca Tosta, do Zé da Inês e do Quim Tóne. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o tu, o Fim mINEIRO, O zÉ pERÚ e O chanfana e de outros demais que não estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, digamos, como aquele bêbado ali jogado na esquina, tal como o Quim Perú, o Carlos Fonteneiro, o Zeca Maneta, o Quim Rana, o Zé MOtreco, o Tóne Murta, etc. Enfim, que é o caso da maioria. De imediato, o bêbado levanta-se cambaleando e responde:- Senhor postulante da cátedra de merda, aspirante ou candidato . (hic). O facto, circunstância ou razão de que me encontre em um estado etílico, bêbado ou mamado ... (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo ... (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o tu mereces... (hic), podes ir agrupando, reunindo ou ajuntando ... (hic), teus pertences, coisas ou bagulhos ... (hic) e encaminhares-te, dirigires-te ou vái à tua progenitora, mãe biológica ou mulher de profissão duvidosa que te pariu. Tasse bem, siga pr´a couce ou boi num cospe!

Heheheheheh...etc.

Quim Tóne candidato à Junta de Couce


Quim Tóne passou a acumular as funções de ajudante do padre-mestre na sacristia com as de adjunto do prefeito dos cheiros. Uma ocupação que se enquadrava bem com os seus notáveis dons olfácticos, pois consistia em seleccionar as plantas mais bem cheirosas dos campos de Couce, para com elas fabricar umas essências aromáticas, que, na combinação certa, tinham como resultado infalível excitar os presentes, de modo a louvarem com todas as forças.
Mergulhou o jovem acólito com entusiasmo naquela dificultosa ciência, pois coisa bem melindrosa são os cheiros, que se querem suavíssimos para encaminharem as demais almas em direcção ao seu dom vocacional e espiritual a e serem intensas e esquisitas, pelo grande risco de se desviarem para a mundanidade e até, quem sabe, atearem o fogo infernal da lascívia.
Agora ei-lo com todas as suas vicissitudes e pleno de competências, interiores e esotéricas, a pretender continuar a fazer bem aos demais semelhantes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

os poderosos de Couce, do mundo e arredores


"Manter a maioria da populacão num estado continuo de ansiedade interior funciona, porque a gente esta muito ocupada, assegurando nossa propria sobrevivencia, ou lutando por ela, assim como, para colaborar na constituicao de uma resposta eficaz. A tecnica do Clube Bilderberg, repetidamente utilizada, consiste em submeter a populacao e levar a sociedade a uma forte situacao de inseguranca, angustia e terror, de maneira que a gente chegue a sentir-se tao transbordada, que peca aos gritos, uma solucao, seja qual for. Explicarei (...) como aplicaram esta técnica com as faixas nas ruas, as crises financeiras, as drogas e o atual sistema educacional. Com respeito ao ambito educativo, também e imprescindivel dar a conhecer que os estudos realizados pelo Clube Bilderberg demonstram que conseguiram baixar o Coeficiente Intelectual da populacão, obrigando principalmente a redução da qualidade do ensino."
Daniel-Estulin-A-Verdadeira-Historia-do-Clube-BILDERBERG

QUÉ FRÔ?

MUITO MAU

Embora sem maioria absoluta o PS já tem a vitória garantida, e no caldeirão do PSD vai recomeçar a guerra pelo poder. Não podiam ter escolhido pior personagem para candidata: não tem imagem, não sabe falar e quando o faz as coisas saem-lhe pela boca antes de passarem pelo cérebro. Quando se olha para o seu passado na governação só encontramos uma ministra a quem os estudantes baixaram as calças e mostraram o cu, ou outra que vendeu tudo (inclusive os créditos do fisco ao Citibank, para mascarar o défice sem o resolver), e que tem mais inimigos no PSD que fora dele. Pior não podia ser, e os resultados das eleições vieram comprová-lo. Falta saber porque escolheu o PSD a pior candidata possível: será porque muita gente do PSD está satisfeita com a governação do Sócrates, que aplicou medidas que eles nunca tiveram a coragem de aplicar, ou será porque os senhores do mundo assim o decidiram nas tenebrosas reuniões dos Bilderberg, onde todos os que anseiam pelo poder são avaliados e doutrinados?

O meu Senupe...coisinha mais linda!

sábado, 26 de setembro de 2009

Caríssimos,

Visto terem já passado alguns meses e aproveitando o facto de estarmos em período de relexão, desafio-vos a voltarmo-nos para o parafuso. Entre o período de desolação sentido pelo Parafuso Seabra (tem ânimo moço que a julgar pelo tamanho do chupa,ela volta!) e após a loucura (mental? oral? anal? Whatever...) do Parafuso Spirit, chegou a hora!!!

Vamos lá focar as nossas atenções no Parafuso propriamente dito!

E a propósito: NÃO SE ESQUEÇAM DE VOTAR AMANHÃ! Mudemos a merda ao menos para que o cheiro seja diferente!

Beijinhos

PERÍODO DE REFLEXÃO

Eu, sozinho em casa, sentado no sofá, quieto e com as mãos pousadas sobre os joelhos, a olhar para a televisão apagada. Calor fora de época e silêncio sepulcral. A campainha toca. Levanto-me devagar, com ensaiado estilo. Há uma teatralidade excessiva nos meus movimentos como se estivesse a ser filmado. Caminho lentamente, tão lentamente que a campainha torna a tocar. Mantenho o passo para não prejudicar o estilo.
Ponho a mão no puxador. Hesito. Olho pelo óculo. Hesito. O som estridente da campainha regressa. Rodo a chave e abro a porta, muito devagar.
Oi - cumprimenta-me a brasileira, toda promessas, chupando languidamente um chupa ("Um chupa misto?" Podia perguntar mas não o faço).
Olá - respondo, tão entusiasmado como se estivesse num velório.
Posso? - pergunta ela, constatando a minha falta de movimento para a deixar passar. Não sei porquê olha-me para as mãos, vazias.
Ó Daniela... - balbucio-lhe o nome em tom pesaroso. Olho-a sem expressão (mas cheio de estilo, claro) e informo-a, lacónico, ainda que com um ligeiro sotaque brasileiro que não consigo evitar: - Hoje não dá.
Mas... - Ela olha-me desolada. - Mas... - repete, rodando languidamente o chupa sobre a língua. - Tem a certeza? - pergunta num sussurro provocante com um sotaque de veludo, terminando com os lábios envolvendo o chupa que empurra e puxa devagar.
Engulo em seco e respiro fundo para ganhar coragem: - Hoje é o período de reflexão - explico, apontando para os alvos dos dardos com as trombas dos candidatos. - Desculpa, Daniela, mas tenho de continuar a reflectir - e fecho a porta, suave mas resolutamente ante o olhar magoado e o beicinho triste da brasileira.
TEXTO DA AUTORIA DE GARFANHO

sê-lo é uma garantia

A revolução reflexiva do Amor...em COUCE.


Tive um sonho!
Sonhei que a sociedade Couçana era livre das leis, livre das autoridades, sem reis, sem princesas, sem presidentes sem governo algum! Uma sociedade que me dissesse: vive como és! Sem padrões de moda, sem padrões de beleza, sem preconceito racial ou preconceito algum. Podiamos ser o que quisessemos nesta sociedade, sem forças superiores para regulamentar o que devemos ou não fazer, podiamos ler o que quisessemos, estarmos livres para amar quem quisessemos e onde quisessemos, sem a moral humana, esta sociedade seria totalmente imoral, porque simplesmente dentro dela não haveria malícia, não precisariamos de ser maliciosos, não havia ciúmes nem inveja, só existia um sentimento de igualdade em liberdade, onde todos se sentiam igualmente livres! Pois se todos se sentiam iguais não haveria razão para passar o outro para trás, seria tolice, seria como se o fizesse a si mesmo, pois eram todos conscientes e iguais nas diferenças! Era uma sociedade sem ego, onde todos aceitavam os demais como eles são, e principalmente se aceitavam a sim próprios como são! Sem repressão, apenas pela aceitação, e tudo por amor! Onde todos aceitavam os seus semelhantes sem o desejo de mudá-los, por os amar. Todos amavam deixando o outro ser, amavam a sí mesmos permitindo-se fazer o que tinham vontade, e permitiam-se errar sem ter culpa. Amavam o próximo aceitando-o simplesmente, tal como ele é, ele errava connosco, mas não o perdoavamos, porque antes disso o aceitavamos, pois sabiamos que ele é humano, e aceitavamos o erro dele assim como aceitavamos o nosso, a palavra perdão perderia o sentido! Em uma sociedade anarquista não haverá pecado nem certo e errado, não precisavamos disso! Aceitavamos o próximo sem precisar de saber o que é certo ou o que é errado, não precisavamos de um filósofo explicando isso, na verdade amavamos sentindo isso no coração. O amor era a única religião, o único governo, e ele não governava por imposição, ele preenchia o coração de todos e nos fazia plenos, completos e iluminados! Mas, olho à minha volta e compreendo o quão distantes estamos deste sonho que acabo de descrever, neste momento a tua mente está criando ou já criou um monte de argumentos que certamente quebram esta utopia ao ponto disso tudo parecer engraçado! O primeiro passo para viver nesta utopia é aceitá-la! É parar com a razão da nossa mente e seguir o coração! Só o coração sabe da verdade e a verdade é a mesma para todos, não existe uma verdade diferente para mim, existem percepções diferente! Posso perceber a gravidade de um modo diferente que o outro, mas ela é exatamente igual para nós dois! Em essência somos todos bons, todos puros, com o tempo a sociedade nos corrompe, nos envenena! Os professores nos ensinam a ser boas crianças, a dividir, a não andar à porrada, mas crescemos e vemos esses mesmos adultos fazendo guerras, matando, roubando e sendo egoístas de todas as formas. Somos passados para trás por alguém e já começamos a mudar. Enganaram-nos, e ensinaram-nos a ser bonzinhos e o que vganhamos com isso? Absolutamente nada! Estamos acostumados com as recompensas, somos educados como os animais, na base da recompensa e da punição, daí crescermos e descobrimos que não há uma recompensa quando dá-mos esmolas para um mendigo. Ensinamos pela razão e esquecemos do coração e o resultado só poderia ser esta porcaria toda. Tudo isso é um lixo coletivo que foi vomitado nas nossas bocas desde a infância, uma grande hipocrisia. Fomos enganados sim! Daí surge a maldade, burlamos as leis de uma maneira ou de outra, como uma forma de estar acima disso tudo! Ensinam o individuo a dividir tudo, mas constata que anda sempre sem dinheiro dinheiro enquanto o "filhinho de papá", o betinho ou queque tem dinheiro para tudo, até para comprar sandálias do Miguel Vieira. Onde está o "vamos dividir"? Ensinam o individuo a não se meter em confusões porque é feio andar ao soco, daí ele apanha todos os dias dos valentões na escola e ainda vê a miuda pela qual ele é apaixonado saindo com os mesmos valentões que lhe partiram os dentes. A sociedade corrompe, porque promete algo que não pode nos dar, sentimo-nos frustrados, todos nós passamos pela frustração e muitos sem estrutura emocional, simplesmente acabam por sucumbir. A resposta está no amor! Quando amamos não queremos disputar, simplesmente aceitamos a nossa situação, não nos sentimos enganados, não queremos vingança contra um indivíduo em específico, ele também é um pobre fracassado e está sendo apenas um reflexo de uma sociedade hipócrita, nós queremos vingança contra toda esta sociedade! Isso mesmo, queremos vingança, todos sentem isso em seus corações, todos estão revoltados por dentro, porque todos fomos reprimidos! Mas o erro está no direcionamento desta vingança, pois a direcionamos a alguém, temos raiva de alguém, alguns a direcionam na forma de preconceito, machismo ou racismo contra algum grupo em específico: "Se fui assaltado por um negro, vou odiar a raça e pronto, problema resolvido, agora sei quem são os culpados por toda a violência". A revolta não deve ser direcionada desta maneira, todos estamos no mesmo barco, a vingança deve acontecer contra todo o nosso sistema político, enquanto eles conseguirem manter-nos pensando que a anarquia é apenas uma utopia, você continuará direcionando sua revolta para seus semelhantes, é isso que a sociedade quer, que você permaneça cego. Mas como podemos vingar-nos de toda esta sociedade? Simplesmente ama-a! O amor é a vingança!
Não vás em tangas! Começa por dentro, se és capaz de amar-te a tí mesmo, se te aceitares exatamente como és, então não haverá motivos pra te revoltares contra o outro, agora imagina todos amando e aceitando, não haverão intrigas, sem intrigas o sistema quebra!
Qual a utilidade de um presidente se tudo já está em ordem? Pra que servirá um policia se ninguém tem desejo de roubar? O sistema irá falir quando todos souberem amar-se! Amor é aceitação, dai teremos uma anarquia espontânea, uma revolução sem violência.
No começo será difícil, tu te sentirás passado para trás, mas o que realmente importa está dentro do seu coração e isso ninguém pode corromper! O sistema apenas camuflou e entenrrou o teu amor, mas ele ainda está aí! Não posso, nem quero mudar o mundo, mas quero mudar-me a mim mesmo. Cada um deve fazer a sua parte!
É incrível como eles insistem no poder do teu voto dizendo que ele faz a diferença, mas não ensinam que se apenas amarmos, fazemos a diferença! Na verdade votar não faz diferença, todos os partidos são podres só pelo fato de existirem, eleger alguém para nos representar auto-declarar que somos incapazes de sermos responsáveis pela nossa própria sociedade. Tu fazes a diferença quando amas, quando sorris, quando és feliz, quando abraças ou beijas e não quando votas! O teu maior voto é o voto de confiança no amor!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

GUERRILHEIROS DO MORENOFAZ IMUNES

Segundo fontes geralmente bem informadas (FGBI’s), os autores deste blogue estão imunes ao vírus H1N1 pelo facto de, na adolescência, terem proferido e pichado em muros de liceu frases como “OBELIX AO PODER”, “MORTOS FORA DOS CEMITÉRIOS, A TERRA A QUEM A TRABALHA” e “A VIRGINDADE PROVOCA O CANCRO, VACINA-TE”, entre outras. Em vez de desinfectantes de treta, vacinas maradas, tamiflús, ben-u-rons… que tal pedir um convite à ilustre administração do Morenofaz e participar como autor(a) desta cena, para ganhar resistência à malfadada gripe? Envia já o teu CV com foto de corpo inteiro para morenofazoquepode@gmail.com, as primeiras cinco propostas convincentes serão premiadas com “O Coelhinho Que Nasceu Numa Couve” de Pedro Oom, em registo áudio. Como oferta de promoção cá vai outro tipo de registo da mesma história:
Era uma vez um coelhinho que nasceu numa couve. Como os pais do coelhinho nunca mais aparecessem, a couve passou a cuidar dele como se do seu próprio filho se tratasse.
Com ervinhas tenras que cresciam ao seu redor a couve foi criando o coelhinho dentro do seu seio até que ele passou a procurar a sua própria alimentação.
O coelhinho, que tinha um coração muito bondoso, retribuindo o afecto que a couve lhe dedicava considerava-a como sua verdadeira mãe.
A mãe couve e o seu filhinho adoptivo foram vivendo muito felizes até que um dia uma praga de gafanhotos se abateu sobre aquelas terras.
O coelhinho ao ver que aqueles insectos vorazes devoravam tudo o que era verde cobriu com o seu próprio corpo o corpo da mãe couve e assim conseguiu que os gafanhotos pouco dano lhe fizessem.
Quando aqueles insectos daninhos levantaram voo os campos em volta passaram a ser um imenso deserto de areias e pedra.
O pobre coelhinho, que sempre tinha vivido nas proximidades da sua mãe couve, teve de se deslocar para muitos quilómetros de distância a fim de procurar comida.
Mas já nada havia que se pudesse mastigar sobre aquelas terras.
Passaram muitos dias e o pobre coelhinho estava cada vez mais magro e faminto.
Então a mãe couve disse-lhe assim:
– Ouve meu filho: é a lei da vida que os velhos têm de dar o lugar aos novos, por isso só vejo uma solução; assim como tu viveste durante algum tempo no meu seio, passarei a ser eu agora a viver dentro do teu. Compreendes, meu filho, o que eu quero dizer?
O pobre coelhinho compreendeu e, embora com grande tristeza na alma, não teve outro remédio, comeu a mãe.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"GATOS" DE MERDA



Como se já não bastasse a colagem aos Monty Python nas séries Fonseca, Meireles, Lopes da Silva e outras já esquecidas, vêm agora estes novos palhaços do regime (armados de fibra Zon-Uhu em stick) colar-se ao Daily Show de Jon Stewart e vulgarizar a sátira política, batendo recordes de audiência à custa da discriminação dos partidos sem assento na AR e em nome de uma liberdade de expressão que já há muito se extinguiu.
Todos sabemos qual vai ser o resultado nas próximas eleições, mas já que o assunto não é para levar a sério ao menos deixem-nos rir com um mínimo de dignidade.
Havendo pachorra para a televisão é de acompanhar a série, mas convém ver à mistura uns Youtubes com quedas aparatosas em piscinas, para desintoxicar.

Gengibre (Zingiber officinale)


O gengibre é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae que tem acção bactericida, é desintoxicante e possui poder afrodisíaco. As suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida acção na circulação sanguínea, ele é utilizado contra a disfunção eréctil, vulgarmente dito "está murcha".
Uma pesquisa da Unicamp, realizada em coelhos, comprovou os efeitos excitantes, visto que os coelhos, depois de comerem gengibre, não queriam outra coisa senão demonstrar o seu entusiasmo às pobres coelhas atónitas.
Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massajar o abdómen, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais. O Burro, do D. José de Vicente, sente bem toda essa ardência genital quando é besuntado com o dito óleo pelo seu amo e senhor e quando lhe come os tubérculos! O gengibre é também usado, por D. José, para as artrites, para as cólicas e quando a Mula está de diarreia ou com dores periodais.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CERVEJA AFRODISÍACA




Segundo o criador da Erotik Bier, o alemão Jürgen Hopf, uma avaria na linha de produção da fábrica Lang-Bräu de Schönbrunn provocou um efeito colateral no produto, que se provou ter uma acção mais rápida e eficaz que o Viagra. Para mais informações visitar o site http://lang.brauereien.bierland-oberfranken.de/ (em caso de dificuldade utilizar o Tradutor Google).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

INGLÊS TÉCNICO

BOI GEORGE



O director-geral da Saúde, Francisco George, congratulou-se hoje por Portugal não ter registado qualquer morte associada à gripe A, mas alertou que esta situação NÃO vai manter-se, prevendo que a crise causada pela epidemia dure até dois anos.

Assenta o bloco!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

コーヒー CIMBALINO

(PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO APROVEITAR A ESTEREFONIA)

A VIDENTE DO 11 DE SETEMBRO



A JORNALISTA JANE STANDLEY DA BBC NOTICIA, EM DIRECTO DE NOVA IORQUE, O COLAPSO DO EDIFÍCIO 7 DO WORLD TRADE CENTER 20 MINUTOS ANTES DE ELE ACONTECER (O EDIFÍCIO 7 NÃO SOFREU O IMPACTO DE NENHUM AVIÃO, TINHA FOGOS DE PEQUENA DIMENSÃO EM ALGUNS PISOS E NADA FAZIA PREVER O SEU COLAPSO).
PARA MAIS PORMENORES CLICAR AQUI , E AVANÇAR O VÍDEO ATÉ AOS 28:55 MINUTOS.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CRISTIANICES



A CRENÇA DE QUE UM ZOMBIE JUDEU (QUE FAZ PARTE DE UMA MISTERIOSA ENTIDADE EM QUE É O SEU PRÓPRIO PAI) PODE FAZER COM QUE ALGUÉM VIVA ETERNAMENTE SE COMER A SUA CARNE E SE LHE COMUNICAR TELEPATICAMENTE QUE O ACEITA COMO SEU MESTRE PARA QUE ELE POSSA ERRADICAR A MALDADE QUE EXISTE NA RAÇA HUMANA PROVOCADA POR UMA MULHER QUE FOI FEITA A PARTIR DA COSTELA DE UM HOMEM E QUE FOI CONVENCIDA POR UMA SERPENTE FALANTE A COMER O FRUTO DE UMA ÁRVORE MÁGICA... FAZ UM SENTIDO DO CARAGO, NÃO FAZ?

NO DIA 27, JÁ SABES!


Caos da (r)existência


Já pensaram bem no alcance dos vossos actos? Na adaptação deles à teoria do caos, segundo a qual o bater de asas de uma borboleta na Santa Justa pode provocar um tufão em Couce? Pode, não... provoca!!! É que esta teoria explica tudo. Basta ver os exemplos... Porque é que desde o tempo do Eusébio para cá o Benfica não joga nada à bola?! Claro... Isso mesmo... Adivinharam! Vocês são demais... Por causa do buraco do ozono! Por que será que a mula do Vicente anda de diarreia? pois, comeu hortigas viçosas no rego dos esgotos, além de que o iogurte não tem espinhas. E porque é que os ursos polares são uma espécie em vias de extinção? Obviamente... Sem tirar nem pôr... Por causa do autocolante a dizer "Chiquita" (publicidade não paga... isto assim não pode ser...), nas Cataratas do Niágara, nas levadas de Couce, enfim! E podia estar aqui eternamente a dar exemplos... Nunca mais daqui saíamos... Vejam com os vossos próprios olhos e sintam com o coração, afinal uma gota d´água escorre sempre para onde as condições ergonómicas e hidrodinâmicas a fazem sentir melhor. Acho que ficam esclarecidos!

...copa 38


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Meninas, apenas porque hoje estou mãos cheias,... digo: mãos largas


Pinar = Encoxar = Opinar?!


A opinadora anterior alertou-me para uma questão: a origem de pinar. Poderão muitos de vocês pensar que a sua origem é o desejo, mas não. Pensei por momentos, quando me questionei, que estaria relacionado com pinhões...
O meu pensamento associativo levou-me a achar que era pelo buraco dos ditos… pinos. Mas como é óbvio errei, senão este post nem sequer tinha sentido. Após mais uns segundos tive a brilhante ideia… hey já sei, os pinos encaixam-se uns em cima dos outros, por isso… o dito pinar… não?… Mas não. Apesar de ter lógica… não! ah mas agora lembro será coisa de pederasta?! Terá a haver com esfregar?!
Por isso meus amigos, como fiquei tão estupefacto, quanto espero que vocês fiquem, gostaria de vos elucidar: Andámos tantos anos a pinar de forma errada, tantos anos de mentira… porque a verdade é nada mais, nada menos, que pinar ser igual a: “acto ou efeito de usar pinos” …

Caros Srs. Bloguistas e (O)pinantes,

Acabemos com o anonimato e (o)pinemos com transparência!

Sim, que isto de mandar umas bocas ocultos por detrás de um "coraçon latino" (a propósito, escreve-se "corazón latino") ou de um "anónimo" ou de "cusco" ou de uma "ninfa" tem muito que se lhe diga.

Todos temos o direito de (o)pinar! Acho que sim! Mas, pelo menos, saibamos os nomes daqueles que (o)pinam connosco; no mínimo durante a actividade de (o)pinação. Eh, pá! Acho que é o mínimo exigível.

Isto de andar a (o)pinar com alguém a quem nem o nome se lhe sabe e ainda por cima apresentando nicks fantásticos... sinceramente, a mim faz-me confusão! Talvez haja quem não se importe e até prefira enfiar um saco na cabeça do (o)pinante! Mas eu não! Eu gosto de tudo às claras! (Pronto, o saco pode até servir para desenjoar, mas quero sempre saber quem está lá por debaixo...)

Portanto, (o)pinemos, (o)pinemos bastante mas assumamos identidade!

táxi driver


Bia´s couch: Café Velasquez

Bia´s couch: Café Velasquez

terça-feira, 8 de setembro de 2009

GRIPE A e/ou GRIPE P

Anda por aí meio mundo preocupado com a Gripe A, mas toda a gente parece esquecer uma gripe que está aí mesmo ao virar da esquina e que atingirá o seu ponto mais alto entre meados de Setembro e meados de Outubro: a Gripe P.

Está certo que se elaborem planos de contingência para a Gripe A. Está certo que quando alguém liga para a linha de emergência (808 24 24 24), aparece uma ambulância com um médico vestido com um fato "espacial", o suspeito é levado para o hospital, de seguida fazem-lhe uns exames e recolhem sangue para análise, mas como os resultados só serão conhecidos, na melhor das hipóteses, no dia seguinte, o suspeito é mandado para casa de táxi...

É para rir, previne-se a montante, mas tolera-se o contágio a jusante.

Enquanto se elaboram planos de contingência para prevenir a luta contra a propagação da Gripe A, a qual só deverá atacar em massa a partir de Novembro, nada se faz prevenir o contágio da Gripe P, a qual está bem mais próxima e provavelmente será de longa duração, porque andaremos contagiados pelo menos nos próximos 4 anos.

Mas afinal o que é a Gripe P?

A Gripe P é a gripe da politiquice.

Mas perguntam vocês: e quais são os principais sintomas?

Náuseas, falta de memória, tendência para acreditar no Pai Natal e no salvador que chegará numa manhã de nevoeiro, acreditar que cada um de nós está a escolher a construção do nosso futura, fé inabalável na casta política, tendência para aceitar que os outros decidam por nós, reconhecimento da nossa incapacidade para alterar o rumo dos acontecimento, aumento do preconceito, tendência para ouvir e aceitar o que nos transmitem sem espírito crítico, acreditar na bondade da casta política, imaginar que enquanto dormimos há um punhado de gente sabedora que está a tratar dos nossos problemas e dos da nossa sociedade, etc.

Quais as consequências mais graves?

Definhamento de longa duração, depressão após um período de euforia que não dura mais de 5/6 meses, esquecimento, reconhecimento da nossa incapacidade de alterar seja o que for e, após um período de 4 anos voltar a acreditar em tudo o que foi dito sobre os sintomas.

Antes de pensar no caos que poderá provocar a Gripe A, o qual será controlável, pensem em proteger-se da Gripe P, porque esta, ao contrário da outra, não tem prazo marcado.

Proteger-te contra a Gripe P está exclusivamente nas tuas mãos.

ERRO ORTOGRÁFICO NA CAPA DA PLAYBOY

OBVIAMENTE ESTAMOS PERANTE UM REVISOR HETERO DO SEXO MASCULINO (OU HOMO DO SEXO FEMININO) ! ! ! . . .

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cadê os calça d´aresta?!! O delambidinho que estava aqui fugiu!


Estes delambidinhos alinhadinhos e engomadinhos agora usam calça d´aresta e fazem parte do coro do Grupo Etnográfico e Coral de Couce. Actualmente são pessoas muito influentes na sociedade couçana e importantes na manutenção do equilibrio do ecossistema das plantas carnivoras da serra de pias, daí nem darem sinais de si. Outrora usavam jeans sujos de bolores fedorentos por cima de cuecas com diabinhos. Agora usam cuecas com senupes e fio dental. É como diz o poeta...mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

POÇO DAS BRUXAS (S. Pedro da Cova - perto de Couce)



Queixava-se a gente do lugar, que junto ao rio que ali passa, eram as noites sucessivamente alteradas pela procissão de espíritos malignos, causando pavor e medo sempre que as bruxas tomavam parte na marcha solene. As bruxas eram velhas imundas, de aspecto repelento, resmungando em voz rouca orações, pedindo a intervenção do Diabo, seu protector. Mãos abertas, braços estendidos e o corpo sob um manto escuro, imitindo sons plangentes semelhantes ao latir dum lobo ou guinchando como certas aves, eis o cenário tradicional.
Quando queriam enfeitiçar ou suplicar alguém, as bruxas pediam sempre autorização ao Demónio, repetindo por três vezes, as seguintes palavras:
- Tenato, Terrato, Rudato, passe por baixo!

A vítima previamente demarcada, acabava por sofrer, sem complacências, os castigos previstos. «- Com Deus na boca, tinham o Demo no coração» - dizia Santo Agostinho. Com o mal das palavras santas encobriam o veneno do encanto.
E certa noite programaram, elas, uma reunião para a mais chegada sexta­-feira, tendo como cenário uma encruzilhada de caminho, junto à margem do rio do Carvalhal, aproveitando para depois tomar banho. Dançando e cantando, fizeram as suas orgias ao ritmo diabólico de mil risadas, culminadas com uma lauta ceia, cuja ementa constou dum guisado de sapos, cobras, aranhas, confeccio­nado com sangue de ratos e cágado macho.

Quem as serviu foi o Diabo entre saltos de contentamento!
Depois deste conciliábulo, foi nomeado o nome duma pessoa do lugar, tendo o Demo distribuído pelas presentes, as «novas garras», constituídas por nove­los de pêlo de bode e dobados pela esposa ou mãe de Satanás. Entre risadas e gritos histéricos, concluiu-se o repasto já madrugada alta.
Mas uma dessas bruxas era casada e para que o marido não soubesse dessas tropelias nocturnas, costumava enfeitiçá-lo, dizendo quando o via adormecido:

«Eu te benzo
meu pirú;
com a fralda do meu cú.
Enquanto eu vou e venho
não acordes tu.»

Naquela noite, porém, o bom do homem simulou que apenas dormia.
Deixou-a sair de casa. Levantou-se e seguiu-lhe os passos. Viu-a reunir, ouviu-lhe a voz, percebeu a sua arte, avaliou o seu poder, mas não se amedron­tou com as ameaças do grupo; tomou, sim, as cautelas que o facto impunha. E quando ouviu que a vítima escolhida era um tal Carôlo, operário das minas de S. Pedro da Cova, vai de avisar de casa em casa, os moradores do Carvalhal, que assomavam às portas transtornados e contrafeitos.
- Despachem-se. Reúnam-se além.

Não se fizeram rogados os moradores. Em pouco tempo se juntaram todos. Até que em filas de três, muito assumadiças e dispostas a cumprir o trágico e diabólico intento, as bruxas caminhavam pelo estreito carreiro, em demanda do tal Carôlo. E tão exaltadas vinham que nem sequer pressentiram que algo estra­nho as envolvia naquele soturno cenário da beira-rio.

- Olá!... Tu por aqui? - disse a bruxa casada, quando viu o homem bem armado de enxada e cordel e ramos de alecrim ao peito. - E, quando recitava, matreira e sorridente:

«Eu te benzo, meu pirú
com a fralda do meu cú...»,

o povo, em alarido geral, contrapôs:

- Eu te benzo,
minha ladra,
com o rabo desta enxada...

Sem lhes dar tempo de precaver-se, recorrendo a Belzebu, o povo correu sobre o grupo com tal força e genica, desancou a torto e a direito, apagando com o som do seu ódio, as maldições das vítimas. Quando estas viram que não tinham outra razão, senão fugir, escolheram um quelho que ali havia, por ele metendo para nunca mais serem vistas. Mas com tão pouca sorte o fizeram que o quelho dava acesso a um fojo antigo, tendo todas nele caído, sem possibilidade de salvamento.
Na embocadura desse poço maldito, o povo sorria, satisfeito, por se ver livre dessas pragas malignas. E diz-se que, tempos depois, ao acercarem-se crian­ças do sítio, diziam os mais velhos para perpetuar o facto.
- Cuidado! Este é o poço das bruxas!

(Lenda recolhida e transcrita pelos Aladinos de uma publicação de Serafim Gesta, poeta da terra conhecido por Mazola.)

FRAGAS DO DEMÓNIO (Couce)


Diz a lenda que desde que o mundo é mundo! - assim se fazia a idade da «Ponte do Diabo».
Contavam os povos antigos que mal se criaram os astros, os mares, os rios, serras, bosques e plantas, a homem e a mulher, quis o Demónio mostrar o seu poder e engenho, erguendo com enor­mes blocos de pedra, a ponte que ele mesma pôs o nome: «Ponte do Diabo».
Mas uma coisa é o orgulho de uma boa obra, outra é a malefício da vaidade excessiva!

Tomando-se de brios, a Diabo atormentava os povos, revol­via as torrentes contra as pequenas e frágeis embarcações, cometia diabruras sem conta, insensível aos que repetiam­ vade-rectro Satanaz! T'arrenego maldito mafarrico! Cruzes, canhoto! e outras esconjuras. Estava escrito que só um poder forte destruiria a capa com que se cobria e os chocalhos que usava para as suas diabruras, apoiado por bruxas, lobisómens, etc., conciliados com ele.

Passaram-se centenas, talvez milhares de anos, de perma­nente desassossego.
Até que por volta da século XIII, aparece o Diabo à fala com Gonçalo de Amarante, durante uma visita à ponte que este mandara construir nas imediações da Capela de Nossa Senhora da Assunção, erguida num rochedo suspensa sobre o rio Tâmega, a quem servia de acesso.
Gonçalo era uma figura popular. Protegia o povo, zelava par ele, sarava-lhe as feridas, abrigava-o sob o humilde tecto da sua choupana, inspirava simpatia e carinho. Não se dizia o mesmo do Demónio, o qual tinha sobre si ódios e rancores, muitas malquerenças. Quando pôde, disse por fim a Gonçalo:

- Pois, sim. A ponte é bonita, é fora da vulgar, mas... grande, segura, diferente, é a que ergui em S. Pedro da Cova, nos contrafortes da serra. Faço questão que a vejas!
- Está bem! - respondeu Gonçalo de Amarante. – Irei vê-la brevemente.
- Mas não leves contigo essa coisa do Breviário! Não quero rezas!... - pediu-lhe o Demo.

Gonçalo tinha uma mística exemplar: caracterizava o seu apostolado, protegendo a gente mais carecida de meios. Nas­cera, então, no lugar da Arriconha, freguesia de Tagilde, per­tencendo a uma nobre família dos Pereiras, de Guimarães, mas optou pela vida eclesiástica. E foi o mês de Maio o esco­lhido para visitar a ponte, fazendo-se acompanhar de muito povo desafecto ao Belsebu.

Couce neste mês apresenta-se matizado de várias cores, porque lhe crescem as Maias, a queiró, as urzes, os cravos e as aves repartem entre si o primado musical com que minimizam as asperezas da paisagem. Foi com este painel desenhado que Gonçalo chegou, apoiando-se no bordão, fincan­do-o nas pedras da calçada romana.
- Sim! - disse ao Diabo. - A arcada é grande, mas encontro-Ihe alguns defeitos.
- Quais ? _ quis saber o Demónio.
- As pedras estão mal colocadas.

Gonçalo aproximou-se um pouco mais e levando o bordão ao ar, foi repetindo: - Aquela pedra além, devia estar aqui; a outra, devia ficar deste lado... - À medida que ia notando as falhas, Gonçalo desenhava nos sentidos vertical e horizontal o gesto tradicional da bênção Pontifical: - Esta pedra, devia ficar assim... - Nesta altura ouve-se um estrondo formidável, a rocha desaba, fragmenta-se e a ponte cai estrondosamente sobre o rio.
- Socorro! Socorro! - grita o Demónio - Eu bem te pedi para a não benzeres.
- Ninguém te acudirá. - Diz-lhe Gonçalo.

De facto, outro poder vencia o do Demónio e acabou assim a lenda de que «Deus punha e o Diabo dispunha», pouco va­lendo o pranto das bruxas e outras almas afectas; e, por serem tantos os remorsos das suas patifarias, caiu fulminado de morte, jazendo junto dos destroços de pedra, sob uma, com a forma de caixão, no próprio leito do rio. E é tal a crença neste facto, que ainda hoje se diz quando se passa no local: - Olhai! Aquilo é o Caixão do Diabo!

As bruxas e os lobisomens choraram-no durante algum tempo e, para se vingarem, apareciam de noite aos moradores de Couce, mas nada conseguiram, porque está escrito que só gente estúpida e ignorante lhes dá ouvidos ou acredita no seu poder. Sobre este caso também se diz que, alguém cantou estas quadras:

Conta a lenda, diz o povo,
que Gonçalo à ponte trouxe,
a paz que não existia
naquele sítio de Couce.

E como também se disse,
que o Diabo é tendeiro,
deu-se este nome a um moinho,
que ali já teve um moleiro.

(Lenda recolhida e transcrita pelos Aladinos de uma publicação de Serafim Gesta, poeta da terra conhecido por Mazola.)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CONCEPÇÃO



A Ponte da Misarela, também conhecida por Ponte do Diabo, situa-se na freguesia de Ferral, concelho de Montalegre, sobre o cristalino rio Rabagão (em pleno Gerês, perto da Barragem da Venda Nova, mais propriamente no lugar da Misarela).
Reza a lenda que uma mulher que não consiga conceber deve pernoitar debaixo da ponte, e o primeiro homem que pela manhã passar pela ponte será o padrinho da futura criança, que deverá receber o nome de Gervásio ou Senhorinha.
A "ajuda" na concepção nunca foi atribuída a nenhum santo mas, curiosamente, ao Diabo, ou seja que a abstinência não é, de facto, 100% eficaz (a menos que tenha havido uma "mãozinha" do diabo do homem que passou pela ponte de manhã, depois de ter despachado o serviço).
As tradições têm destas peculiaridades: hoje em dia, a 22 de Abril, comemora-se na região o Dia de Stª. Senhorinha e S. Gervásio (santos obviamente não reconhecidos pela Igreja Católica), que inclui uma confraternização, no local, entre as pessoas que foram baptizadas com aquele nome.

O MÍNIMO

Para aqueles que querem mais


1. A pureza ajuda a ter uma boa comunicação com sua/seu namorada/o
2. Cresce o lado amistoso do relacionamento
3. Existe um melhor relacionamento com os pais de ambas as famílias
4. As relações sexuais têm o poder de unir duas pessoas com força e podem prolongar uma relação pouco sã, baseada na atração física ou na necessidade de segurança.
5. Estimula a generosidade contra o egoísmo
6. Há menos risco de abuso físico ou verbal
7. Aumenta o repertório de modos de demonstrar afeto
8. Existem mais possibilidades de triunfar no casamento
9. Se você decidir terminar o namoro, doerá menos.
10. Você se sentirá melhor como pessoa
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monitorização da fertilidade feminina e abstinência insenxual




Variação da temperatura corporal basal durante o ciclo menstrual feminino. A mulher que anotar estes dados pode saber o momento exato de sua ovulação. Note o aumento da temperatura durante a ovulação, no dia 14.


A abstinência sexual é a prática de abster-se de todas atividades sexuais. Assim como a decisão de não ter relações vaginais, a intenção de se manter abstinente pode não prevenir a gravidez, devido ao nível de disciplina exigido. Além disso, uma atividade sexual sem consentimento como o estupro pode não ser evitada, resultando em gravidez. Com exceção destas situações, este método é o único método contraceptivo totalmente eficaz e seguro que evita a gravidez e as DSTs, se for mantido total disciplina, pois elimina totalmente o contato entre as genitálias, assim como o contato do sêmen com a genitália feminina.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Um burro pensador...


Sousa Gaio o moleiro de Couce e o seu fiel amigo, o burro maltês, caminhavam em silêncio por um carreiro das cercanias da Serra da Pia em mais uma jornada árdua do carrego da farinha. Quando chegaram perto das fragas do diabo, sentaram-se à sombra de um sumptuoso carvalho para o repasto. Gaio comeu uma refeição simples que trazia na sua marmita de alumínio constituída por batatas com couves, toucinho de porco, uma morcela de sangue e couves-galegas da horta acompanhados do respectivo néctar: o tinto americano. Quanto à refeição do seu fiel burro, esta era constituída por uma mão cheia de milho, outra mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Após o simples repasto, maltês quebrou o silêncio, fazendo uma pergunta ao seu amo e senhor: - meu amo, como entro no Nirvana? Gaio permaneceu em silêncio sepulcral. Passaram-se quase cinco minutos e maltês aguardava ansiosamente por uma resposta. Nisto, quando estava quase a fazer outra pergunta o moleiro de repente falou. - Consegues ouvir o som da água do rio? Maltês não tinha consciência de nenhum rio nas proximidades, pois sempre se ocupou mais em pensar sobre o significado do Nirvana já que via-se sempre no inferno daquele vai e vem diário que fazia mossa nas suas queridas patas e as deixava em chaga. No inicio não enxergava nada, depois lentamente lá foi pondo os seus sentidos em estado de alerta amarela, ao que se seguiu o laranja e finalmente o vermelho até que por fim lá foi conseguindo ouvir o rumorejo das águas ao longe. – Sim, agora estou a ouvir o som das águas! Gaio olhou-o com um olhar doce e manso e disse: entra agora no Nirvana Maltês ficou atordoado e sem saber o que o seu amo dizia. Continuaram a percorrer o caminho pedregoso em silêncio e Maltês começou a surpreender-se com toda a vivacidade que o envolvia e que nunca tinha reparado antes no carreiro que tantas vezes tinha calcorreado. Em êxtase e com avidez desfrutou de tudo como se fosse a primeira vez. Mas, eis que começa de novo a pensar a pensar…com os seus botões e não demorou muito a que fizesse nova pergunta ao seu amo e senhor. Amo, tenho estado a cogitar cá com os meus botões que me pregaste na albarda. - O que me dizia se eu não fosse capaz de ouvir o ruído das águas do leito do rio de Couce? O amo voltou a dizer: entra no Nirvana a partir daqui.
A PENSAR A PENSAR…MORREU UM BURRO!