sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Impotência


Que canto eu ,tempo de roxo

De incerteza

Imersa na minha escrita de palavras de dentro

Abafadas no silêncio do grito

Que me vibra e morde

Mas não sai?


Que canto eu , tempo negro

De luto

Encerrada nas cadeias que me prendem

Palavras de dito por não dito

Que me corroem

A transparência?


Que canto é o meu, tempo opaco

De dor

Calada nos olhos abertos ao mundo

Violência gravada nos espelhos

Que me embarga a voz

Verde de liberdade?

2 comentários:

Anónimo disse...

um canto?
... imagino-o um lamento que se insufla tanto tanto que grita..
assim o imagino!

Mário Monteiro disse...

sejas bem vinda k'rida. bota aí toda líbido e erotismo que está dentro de ti. Foder é divinal, amemos pois para estar mais próximos de deus.