segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Gentes simples de Couce na labuta da vida



O Tio Manel e a Tia Maria é gente simples e alegre que enfrenta a vida com um sorriso nos lábios. Da simplicidade da vida eles tiram muito...daí estarem de bem com ela.
Quanto ao Jingão... este não cospe, só se baba! Do alto da imponência dos seus chifres pode-se contemplar a sua alegria alegre de viver e o que a vida tem de melhor para lhe dar, aliás isso é muito evidente na expressão do seu olhar doce, manso, meigo e terno.

A Capadura...do Porco


Fim da Murta, aqui no papel de rabujador, e seus compinchas em intensa faena dedicada à capadura do porco, acto que exercitam com especial maestria. Depois de caçado o pobre coitado do animal colocam-lhe o traseiro a jeito e com a navalha de enxertar e podar as videiras em riste, primorosamente afiada na mó do moinho do Vicente, aplicam-lhe uma incisão inter tomatal seguida de um nó nos cordões vesiculares seminais findo o qual, costuram o golpe com ponto cruz revesado, com linha de coser e prontamente cedida pelo Ti Zé da Inês, o alfaiate da aldeia. Antes, têm o distinto e profiláctico zelo de desinfectar o respectivo instrumento cirurgico com bagaço, o poderoso anti séptico com que o povo de Couce se serve quando se golpea ou como diz o Ti Quelhas, trolha de profissão, apreciador inveterado dessa bebida: se desinfecta por fora, também desinfecta por dentro…

domingo, 23 de agosto de 2009

Equus asinus - o jegue do Ti Zé Jangana


«Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube», dizia Gil Vicente.
Porque diria isto?
Gil Vicente não era homem que preferisse «andar de cavalo para burro»

Desta mula de Couce contam-se muitas histórias. Animal espantadiço, havia de derrubar o dono - Ti Zé Jangana, corria o ano de 1948, tendo com um couce causado grave traumatismo numa das suas pernas de que viria a falecer. Em todas as histórias subjaz a mulice, uma esperteza e manha própria deste solípede e de muitos bípedes casmurros de orelhas pequenas.
Daí o dito:

«Mula que faça hi! hi! e mulher que saiba latim não a quero para mim»


A herdeira da mula, a viúva Ti Alzira, mulher de Ti Jangana, continuou o seu trabalho de moleira e a vender a farinha nas padarias de Valongo para a confecção da regueifa. Depois a idade ditou o fim da mula e a chegada do pão de plástico ditou o fim da artesã da panificação. A mulher continuou ainda por longos anos cultivando a horta do Ti Jangana cuja presa em tempo de rega era despejada de mnhã e enchida à tarde. De noute vazava...

o moinho das Oliveiras


Foi construido de 1830 a 1840 e ainda funciona, exclusivamente a água; nunca tendo sido restaurado. Actualmente, não trabalha para as padarias, só para casa para o fabrico do pão caseiro.
Situa-se num vale, em Couce, no lugar do Pedregulho. As suas paredes são feitas de lages e granito. O telhado é de lousa. Tem de largura 5 metros e de comprimento 11 metros. No seu interior tem 4 mós mas só uma trabalha, por estar cansada.

sábado, 22 de agosto de 2009

Tóne Maltês o ferrador de Couce


Tóne em consequência da crise de trabalho na área da sua acção laboral por efeito imediato da queda de exploração do carvão e devido ao dessentendimento que teve com o capataz das minas, o falecido Serafim Chanfana , dedicou-se de alma e coração à arte de bem calçar o gado asinino. Ao tempo, os caminhos de acesso ao centro extractivo fazia-se recorrendo ao gado asinino por serem mais resistentes, mais rápidos e mais inteligentes que o gado vacum e muar, de modo que, os ditos machos burros proliferavam abundantemente e serviam deste modo de meio de transporte. O desgaste dos cascos era o resultado de inúmeras e por vezes longas caminhadas, serra acima, serra abaixo. Os resistentes animais transportadores de carga humana, tinham assim de receber atenção adequada às suas necessidades. Por via disso havia muito trabalho de ferrador e Tóne prosperava. Só que nada é eterno e Tóne começou a sentir na pele os custos da modernidade. O aparecimento do carro de bois em substituição dos meigos burros, teceria o fim de uma ancestral profissão. Os proprietários dos venerandos asnos, foram-se aos poucos desfazendo deles em detrimento da criação de bovinos. Estes produziam trabalho agrícola e carne e criariam mais riqueza que os sóbrios burros cujo desempenho se circunscrevia à função de animal de carga e transporte. Os lavradores, haveriam também eles de alinhar na modernidade, recorrendo ao tractor para os trabalhos agrícolas mais árduos, tais como: lavrar, transporte de matos, vinhos, madeiras ou lenhas. Este, haveria de ser o início do seu fim, com a quase extinção dos ferradores e dos burros. Tóne, não perdeu a noção dessa realidade e lançou-se no sentido jusante do rio Couce, onde ainda escasseia a mão-de-obra de polidor... de esquinas, e guardador de...SONHOS!

O moinho do Vicente de Couce


Conhecido como a Azenha do Vicente e foi construIdo em 1784. As paredes são de lages e pedras duras da região, como o granito. O telhado já foi de lousa, mas, neste momento é de telha. Pertence a Joaquim da Silva Moura e possui uma mó que está em funcionamento.É local de convívio, onde o presunto e a boroa caseira abundam. A VINHAINHA pinta beiços é também forte atracção da casa jorrando a rodos pelas beiças dos sequiosos apreciadores, inundando, em horas de alegria e contentamento, todo o chão da adega chegando a dar uma coloração muito característica ao leito do rio Couce.

Em 1881 existiam 29 moinhos todos em funcionamento no rio Couce. Em 1986 existiam 23 moinhos mas só 4 em funcionamento. Em 1992 existem 18 moinhos (16 de Rod�zio e 2 Atafonas) só estando em funcionamento 4 (todos de Rod�zio). Hoje só 2
As Atafonas encontram-se uma na Aldeia de Couce e outra no Carvalhal.

O Jegue Gadelha


Neca Janjorge o moleiro da Azenha respeitava tanto o Jegue que não ousava sequer montá-lo. Caminhavam lado a lado e conversavam sobre as coisas simples da vida, confidenciavam intimidades e problemas existenciais comuns. Gadelha entendia o que o patrão lhe dizia e este, quando o arreava gostava de o mimar com uma mão cheia de grão de milho que ele devorava com inusitado prazer e sofriguidão. Era uma mansidão! Entre eles sempre existiu sintonia perfeita e compreensão. Gadelha nunca esboçou um coice ou relincho de desagrado. Anatomicamente, caracterizava-se por ter umas orelhas grandes e peludas, cabeça volumosa, focinho curto e lábios grossos, dentes grandes e esverdeados uns e amarelados outros, patas grossas, abundante pêlo grosso por todo o corpo em tom castanho-escuro e envergadura a sugerir robustez. Temperamento dócil e afável…Em Janjorge sentia-se uma tristeza enorme por o seu querido Jegue estar a caminhar para a inactividade, velhice e quiçá, morte.
No dizer de Tone da São, o ferrador, os cascos teriam de se refazer para poderem num futuro receber uns sapatos mais confortáveis ou mesmo umas alpercatas, quiçá os últimos, que calçaria na sua já longa vida de mais de trinta anos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Serviço humanitário


Por que não usam os recursos que temos?! Então, a mula do Vicente de Couce não podia muito bem fazer este serviço humanitário?!!! E depois...AQUI DEL REI QUE O DÉFICIT ESTÁ SEMPRE A AUMENTAR...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Turismo Rural em Couce - Casa do moleiro


Casa do moleiro de Couce restaurada e transformada em alojamento rural.
Couce é uma aldeia de natureza comunitária situada no vale do Rio Couce, inserida no conjunto montanhoso, formado pela Serra de Santa Justa, Serra de Pias, e Serra de Castiçal, apresenta um ar maravilhosamente selvagem e natural.

O elemento principal empregado na construção das habitações são os blocos de quartzito, maiores ou menores provenientes dos escombreiros ou retirados do leito do Rio Couce, assim como a madeira de carvalho e sobreira, a ardósia e o granito. Os telhados são de telha nacional, mais conhecido por telha de caleira e até telha francesa, coexistindo com alguns telhados de ardósia.
Cada casa possui um palheiro com as suas eiras de ardósia servindo para guardar cereais, feijão, cebolas, batatas, vinho, feno e alforrecas.

A base da fertilidade dos terrenos está no estrume, vulgo pilha de esterco, e água choca que aduba as terras produzindo um aroma muito característico da ruralidade, e curtido nas cortes pelo gado, nomeadamente, porcos, bois e pela mula do moleiro. Outro contributo fundamental para esta fertilidade é dado pelas retretes que brotam cagalhões de variadissimas dimensões e o mijo que irriga os terrenos sempre verdejantes. As nascentes naturais abastecem as necessidades do consumo da população e ainda o lavadouro comum da aldeia.

Couce é pois uma aldeia primitiva, isolada e um pouco esquecida que conserva a sua beleza natural permitindo escapar ao stress quotidiano da cidade. Um local a visitar.

A casa da foto dispõe de uma cozinha tradicional com lareira, bentoinha, assustador de mosquitos e todos os utensilios culinários, nomeadamente uma varinha mágica e uma máquina a petróleo. Possui uma sala grande com 4 pufs e um candelabro de azeite, 1 quarto de casal com 1 cama de ferro com colchão de palha e dois penicos, 2 retretes no quintal com dois bidés e um sotão com 2 camas individuais de folhelho donde se pode avistar a horta do Bicente. Os utentes têm à disposição a Piscina comum que é o rio couce, onde pode pescar salmonelas e focas à linha.

preços a partir de 60 euros /dia
As reservas são efectuadas com um depósito no valor de 50% na conta
nib oo374657902783
Pode entrar em contacto connosco pelo telefone n.º 913456229 (p.F). D. Lina

Habitats de herpetofauna e pteridófitas




As serras de Couce – Santa Justa (367 m), Pias (385 m) e Castiçal (324 m) – constituem um maciço montanhoso de grande valor natural e paisagístico, caracterizado pela presença de um complexo sistema de “fojos” (galerias subterrâneas resultantes da exploração aurífera romana), minas, pequenas nascentes e linhas de água, que criam condições particularmente favoráveis para a herpetofauna associada a ambientes húmidos. Dos vários habitats deste espaço natural, os ”fojos”, por acolherem um conjunto único de pteridófitas, albergarem uma importante população de salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), um anfíbio endémico da Península Ibérica, e constituírem locais de abrigo fundamentais para o morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), uma espécie “Em Perigo” . Com efeito, trata-se de um local particularmente relevante em termos de património botânico, onde subsistem matas ribeirinhas de choupos (Populus sp.) e salgueiros (Salix sp.), e vegetam várias espécies de plantas-carnívoras, associadas a ambientes húmidos e pantanosos, como a pinguícola-lusitânica (Pinguicula lusitanica) e as droseras (Drosera rotundifolia e Drosera intermedia). Os “fojos” das serras de Valongo e um pequeno troço do rio Ferreira são os únicos locais do país onde é possível encontrar três espécie extremamente raras de pteridófitas. Designadamente, as espécies Culcita macrocarpa e Trichomanes speciosum, verdadeiras relíquias paleotropicais que em Portugal apenas vegetam nos respiradouros e galerias das antigas minas auríferas romanas, e a espécie Lycopodiella cernua, um pequeno feto de aspecto arborescente, que tem nos terrenos alagadiços e parte inundada dos caminhos próximos do rio COUCE, o único local conhecido de ocorrência em toda a Europa Continental E ARREDORES.

Drosophyllum lusitancum


Nas charnecas secas e xistosas sobranceiras ao vale de Couce, é possível encontrar uma espécie de planta-carnívora, bem mais rara e altamente ameaçada: o pinheiro-baboso (Drosophyllum lusitancum), um endemismo ibero-marroquino de distribuição altamente localizada e um dos símbolos da conservação (ou falta dela!) deste maciço montanhoso.

sábado, 15 de agosto de 2009

A MASTURBAÇÃO,

SEGUNDO O SHEIK YOUSUF AL-QARADHAWI, É MUITO MAIS PERIGOSA PARA AS MULHERES DO QUE PARA OS HOMENS. ORA TENTEM LÁ PERCEBER PORQUÊ ! . . .

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Adegazul - Couce

A muda das fraldas


Respeitem as placas na praia dos tesos (Couce)

Cuidado com a gripe... Porcina!

A legria na Fábrica de Chorissos


Onde há pu há cheiro


Zequinha

Estádio da Luz para 2009-2010


jaBUNDAS

Magalhães

A Partilha...


Pissoko


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Férias...


Preservar a minhoca

Zequinha

oh Coelhinho largas pêlo?!!

Centro de Saúde de Couce


Justiça feminina de Couce versus suplicio de Tântalo


Polícia de trânsito em Couce, mais conhecido por Papa-Multas


Tricot, Capacetes e Descapotaves em couce






Só em Couce - Cruzamento de um Toyota Land Cruiser com um escaravelho da batata

Tempo de crise em Palma de Maiorca



Obs.: A pedido de várias famílias foram colocadas vendas nas partes podengas da moçoila

A Verdadeira Virtude


Não se pode pensar em virtude sem se pensar num estado e num impulso contrários aos de virtude e num persistente esforço da vontade. Para me desenhar um homem virtuoso tenho que dar relevo principal ao que nele é voluntário; tenho de, talvez em esquema exagerado, lhe pôr acima de tudo o que é modelar e conter. Pela origem e pelo significado não posso deixar de a ligar às fortes resoluções e à coragem civil. E um contínuo querer e uma contínua vigilância, uma batalha perpétua dada aos elementos que, entendendo, classifiquei como maus; requer as nítidas visões e as almas destemidas. Por isso não me prende o menino virtuoso; a bondade só é nele o estado natural; antes o quero bravio e combativo e com sua ponta de maldade; assim me dá a certeza de que o terei mais tarde, quando a vontade se afirmar e a reflexão distinguir os caminhos, com material a destruir na luta heróica e a energia suficiente para nela se empenhar.

O que não chora, nem parte, nem esbraveja, nem resiste aos conselhos há-de formar depois nas massas submissas; muitas vezes me há-de parecer que a sua virtude consiste numa falta de habilidade para urdir o mal, numa falta de coragem para o praticar; e, na verdade, não posso ter grande respeito pelas amibas que se sobrevivem.

Só os sacristães são levados, por índole e ofício, a venerar todos os santos, sem pôr em mais alto lugar os que encheram sua vida de esquinas e no dobrar de cada uma sofreram agonias e suaram de angústia; mas, para nós, foram mais longe os que mais se feriram nos espinhos de uma remissa natureza; se a venceram merecem estar no céu; se não venceram, o próprio esforço lho devia merecer; no entanto já o inferno é uma forma de glória; para os outros seria bom que se criasse um novo recinto de imortalidade: e só o vejo estabelecido no lodo espapaçado de um fundo tranquilo, sem pregas de correntes nem restos de naufrágios; exactamente um cemitério de medusas. Para o que é bom por ter nascido bom e a única virtude consistiria em ser mau; aqui se mostrariam originalidade e coragem, mérito, portanto; porque ser mau por ter nascido mau só lhe deveria dar, como aos do lado contrário, o direito ao eterno silêncio. Por aqui se compreende que as vidas dos Sorel tenham sempre ressonância nas almas Stendhal; e também a sensibilidade, a delicadeza, todo o fundo de boas qualidades de certos grandes criminosos.

Sei bem os perigos que tal doutrina pode ter transportada ao social e sei também a maneira de pôr de lado a objecção, alargando o conceito de virtude, dando-o como o desejo de superar e não como o desejo de combater; mas de propósito fiquei no que a virtude tem de luta entre a natureza e a vontade.
Agostinho da Silva, in 'Considerações'

A escola


Não podemos negar que a escola não deu aos seus alunos todas as possibilidades que lhes devia dar, desprezou os mal dotados, obrigou-os a actos ou tarefas que lhes depuseram na alma as primeiras sementes do despeito ou da revolta, lhes deu, pelo quase exclusivo cuidado que votou ao saber, deixando na sombra o que é o mais importante — formação do carácter e desenvolvimento da inteligência —, todas as condições para virem a ser o que são agora; se não saíram da escola com amor à escola, a culpa não é deles, mas da escola. Acresce ainda que, lançados na vida, a escola nunca mais procurou atraí-los, nunca mais foi ao encontro dos seus antigos alunos, para lhes aumentar a cultura, os informar e esclarecer sobre novas orientações de espírito, para lhes pedir a sua colaboração, o seu interesse na educação das gerações mais moças. Houve um corte de relações, quando a sua manutenção poderia ainda de algum modo apagar as más lembranças que os alunos levavam. Que admira que sintamos agora à nossa volta paixão e rancor? Tivemo-los nas nossas mãos e não fizemos por eles tudo quanto podíamos, mesmo com as possibilidades económicas e pedagógicas de que nos cercara o meio; em nós temos de reconhecer o principal defeito; por consequência, também em nós a principal causa do ataque. Agostinho da Silva, in 'Glossas'

ELA JÁ ENCONTROU O SEU PONTO G...

... ENCONTRA TAMBÉM O TEU: http://www.findyourgspots.com/

Boi num cospe sósebaba!!! a crise chega ao papel higiénico


Desejos...

Tempo de crise em Couce


CRIADO UM NOVO POTE... PARA O SORTEIO DO SLBENFICA NA CHAMPIONS 2009/2010!!!