quinta-feira, 23 de julho de 2009

Porque as mulheres demoram tanto na casa de banho?


«O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando somos pequeninas, as mamãs levavam-nos à casa de banho, ensinam-nos a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois a pôr cuidadosamente tiras de papel no perímetro da sanita.


Finalmente instruem-nos: "Nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinam-nos a "posição", que consiste em balançarmo-nos sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o nosso corpo tenha contacto com o tampo. "A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida.


Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a bexiga está quase a rebentar.


Quando "TEMOS" de ir a uma casa de banho pública, encontramos (QUASE SEMPRE!) uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignano-nos a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de “tou aqui, tou-me a mijar!”.


Finalmente é a nossa vez! E chega a típica mãe-com-a-menina-que-não-aguenta-mais ("A minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente!). Então verificamos por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.

Finalmente, abre-se um e lançamo-nos lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair. Entramos e vemos que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa…Penduramos a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL? Nunca há gancho!!Inspeccionamos a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não nos atrevemos a pousá-la lá, por isso penduramo-la no pescoço enquanto vemos como balança debaixo de nós, sem contar que a alça nos desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que fomos metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usamos, mas que temos no caso de…Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixamos as calças num instante e pomo-nos “na posição”…AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as nossas coxas começam a tremer… porque nisto tudo já estamos suspensas no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-nos a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-nos o pescoço!

Nós gostaríamos de nos poder sentar, mas não tivemos tempo para limpar a sanita nem a tapamos com papel; interiormente achamos que não iria acontecer nada, mas a voz da mãe faz eco nas nossas cabeça “nunca te sentes numa sanita pública”, e então ficamos na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-nos e molha-nos até às meias!! Com sorte não molhamos os sapatos… é que adoptar “a posição requer uma grande concentração e perícia. Para distanciar a mente dessa desgraça, procuramos o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio! Então rezamos aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que temos na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para procurar na mala temos de soltar a porta… ???? Duvidamos um momento, mas não temos outro remédio. E quando soltamos a porta, alguém a empurra, dá-nos uma trolitada na cabeça que nos deixa meio desorientadas mas rapidamente temos de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritamos: OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!

E assim toda a gente que está à espera ouve a nossa mensagem e já podemos soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras). Encontramos o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazemos tudo para esticá-lo; finalmente conseguimos e limpamo-nos. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhamos a mão toda; ou seja, valeu de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão. Ouvimos algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias: “Alguém tem um pedacinho de papel a mais?” Parva! Idiota!

Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da mãe que estaria envergonhadíssima se nos visse assim… porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, não sabemos que doenças podemos apanhar ali, que até podemos ficar grávidas (lembram-se??)…. Estamos exaustas! Quando paramos já não sentimos as pernas, arranjamo-nos rapidíssimo e puxamos o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante! Depois lá vamos pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembram-se do lenço de papel…), então não podemos soltar a mala nem durante um segundo, penduramo-la no ombro; não sabemos como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocamos até sair um jactozito de água fresca, e conseguimos sabão, lavamos as mãos numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água. Nem sequer usamos o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secamos as mãos nas calças – porque não vamos gastar um lenço de papel para isso- e saímos…


Nesse momento vemos o namorado, marido, amigo (whatever!), que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto esperava. “Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta o idiota.


“Havia uma fila enorme” - limitamo-nos a dizer.


E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só temos de nos concentrar em manter “a posição” e "a dignidade".


Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas!


Agora meus amigos-homens, agora que já sabem, não perguntem nunca a uma mulher porque ela demorou tanto na casa de banho!!! É irritante!!!»

Moto 4 SachZundappSaidafrente (made in Couce)




quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Sentido da Vida - Todo o Esperma é Sagrado

Escolher a felicidade


Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se dão. Está-se aqui tão sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a única companhia possível é a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles estão, a de seus santos. Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva. Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que é na realidade extremamente difícil e que não atingiremos nunca por nossas próprias forças: exige-se de nós, primacialmente, a humildade; a gratidão pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exercício; a firmeza e a serenidade do capitão de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme não a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma criança a quem sabe o caminho. De qualquer forma, no fundo de tudo, o que há é um acto de decisão individual, um acto de escolha; posso ser, se tal me agradar, infeliz e inquieto. Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'

A coragem de seres só



Uma arma de triunfo te dei, sobre todas as outras: a coragem de seres só; deixou de te afectar como argumento ou força esmagadora a alheia opinião, as ligeiras correntes e os redemoinhos do mar; rocha pequena, mas segura, sobre ti se hão-de erguer, para que vençam a noite, as luzes salvadoras; não te prendem os louvores dos que te querem aliado, nem as ameaças dos contrários; traçaste a tua rota e hás-de segui-la até ao fim, sem que te desviem as variadas pressões. Só e constante, mesmo em face do tempo; os anos que rolam tu os consideras elemento de experiência; para os homens futuros episódios sem valor; se eles te abaterem, só terão abatido o que há de menos valioso; e contribuirão para que melhor se afirme o que puseste como lição da tua vida; a muitos absorve o actual; mas a ti, que tens como tua grande linha de cultura, e porventura tua alma, a posse das largas perspectivas, a hora começando te vê firme e firme te abandona. Nenhuma estóica rigidez neste teu porte; antes a compassada lentidão, a facilidade maleável de bom ginasta; não é por amor da Humanidade que hás-de perder as mais fundas qualidades de homem. Em tal espelho me revejo, eu que tomei tua alma incerta e a guiei; e contemplo como doce oferenda, como a mais bela visão que me poderias conceder, a clara manhã que já de ti desponta e lentamente progredindo há-de acabar por embalar o universo nos seus braços de luz.
Agostinho da Silva, in 'Considerações'

terça-feira, 21 de julho de 2009

Funeral de Graham Chapman

Ser diferente


A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.
Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'

Urgentemente


É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio Andrade

Frente a frente


Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!
Eugénio de Andrade

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Se é doce no recente, ameno Estio"




Se é doce no recente, ameno Estio

Ver toucar-se a manhã de etéreas flores,

E, lambendo as areias, e os verdores,

Mole, e queixoso, deslizar-se o rio:


Se é doce no inocente desafio

Ouvirem-se os voláteis Amadores,

Seus versos modulando, e seus ardores

De entre os aromas de pomar sombrio:


Se é doce mares, céus ver anilados

Pela Quadra gentil, de Amor querida,

Que esperta os corações, floreia os prados:


Mais doce é ver-te, de meus ais vencida,

Dar-me em teus brandos olhos desmaiados

Morte, morte de amor, melhor que a vida.

Bocage

Nascemos para amar


Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura:
Tu és doce atractivo, ó formusura,
Que encanta, que seduz, que persuade.
Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n'alma se apura
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.
Qual se abismou na lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.
Amor ou desfalece, ou pára, ou corre;
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765 - 1805)

Samanta Fox inVultus


  • O tempo voa, segundos, minutos e horas estão a desaparecer completamente. Agora mesmo, aqui e agora, tu és a andorinha da primavera do teu amanhã.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Amar dentro do peito

Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:

Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:

Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:

Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.

Manuel Maria Barbosa du Bocage(1765-1805)

KAYLA


PARA JOGAR ESCREVER "I am 18 or older"

TESTE DE MEMÓRIA VISUAL





DÁ PARA JOGAR VÁRIAS VEZES, AS IMAGENS SÃO SEMPRE DIFERENTES

NATURAIS OU DE SILICONE?




ACERTAR EM TODAS DÁ DIREITO A UMAS CHICAS DE MADRID

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cuidado cu burro...!


APRENDAM COM O JÚLIO GRANGEIA...

... NINGUÉM MELHOR QUE UM PADRE CATÓLICO PARA DAR CONSELHOS A UM ADOLESCENTE "TENRINHO"!

TUDO O QUE A PEARL PRECISA

A Érica na estética




A estética da Érica


Palestra sobre os afectos e a adolescência animal




Festa de Couce




terça-feira, 14 de julho de 2009

ORA TOMEM LÁ UMA SABRINA, EH EH EH ! ...

nuBlues


ENTÃO ESTIVERAM TANTO TEMPO SEM APARECER E AGORA DEU-VOS PARA PUBLICAR CENAS? CALMA, CARAGO!...


encosta assima


TAMPÕES DE PÁRA-QUEDAS...

... SÓ PODIA SER NA HOLANDA!

triângulo das bermudas


ceara


Art´istico


Tsunami


chocolate


A minha prima...


Hummmmmmmmm Meu Deus!